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Três empresas que a Microsoft pode comprar no lugar do Yahoo

Após desistir da aquisição do Yahoo, empresa pode investir seus bilhões de dólares na AOL, no LinkedIn ou na ValueClick.

Após a desistir de comprar o Yahoo, a Microsoft tem bilhões de dólares que podem ser investidos em outras empresas. Mas quem escolher?

Considerando as relativas fraquezas da Microsoft – em buscas, anúncios online e serviços de web 2.0 -, e criamos uma lista com alvos potenciais que podiam causar a mesma explosão que a aquisição do Yahoo teria causado.

1. AOL
Adquirir a AOL é o passo mais lógico para a Microsoft por pelo menos quatro razões.

Primeiro, a rede de publicidade online da AOL, a Platform A, é a maior dos Estados Unidos – inclusive à frente do Yahoo. Segundo a comScore, a Platform A teve alcance de 91% da audiência total da web nos Estados Unidos em março, em comparação com os 85% de alcance do Yahoo e os 81% do Google.

A Microsoft, por meio da divisão DRIVEpm, consegue alcançar apenas 66% dos internautas. O grupo Time Warner, dono da AOL, diz que a Plataform A, chamada formalmente de Advertising.com, oferece 3 bilhões de anúncios no formato banner diariamente à AOL e outros sites.

Em segundo lugar, é importante lembrar que as propriedades online da AOL estão na quarta posição entre as mais populares dos Estados Unidos, atrás apenas do Yahoo, Google e Microsoft, segundo a comScore. Após uma fusão entre AOL e Microsoft, com certeza os serviços iriam imediatamente para a primeira posição.

Outro ponto a enfatizar é que a AOL recentemente adquiriu o Bebo, um dos sites que compete pelo terceiro lugar no mercado de redes sociais, atrás do MySpace e do FaceBook.
E por último, o comunicador instantâneo da AOL é o terceiro mais popular mundialmente, segundo a comScore, perdendo apenas para o Windows Live Messenger e Yahoo Messenger.

Pontos negativos: O negócio de anúncios no formato display da AOL está estagnado – a empresa reconheceu, na semana passada, problemas de integração de duas recentes aquisições relacionadas a publicidade.

Potencial de preço: A AOL representa 10% do valor total da Time Warner. Com seu negócio de acessos em queda e a diminuição da receita com anúncios, é difícil dizer que a AOL tenha potencial de crescimento maior que o Yahoo.

Uma oferta de 10 bilhões de dólares equivaleria a 79% a mais do que o atual valor de mercado da AOL. A valorização é ainda maior do que os 72% a mais que a Microsoft pagaria pelas ações do Yahoo.

2. LinkedIn
Já que a Microsoft quer tanto entrar no mercado de redes sociais, por que não compra o LinkedIn? A rede profissional com 20 milhões de usuários fez melhorias relevantes no ano passado.

A empresa revelou recentemente que vende anúncios, em média, por 75 dólares por mil impressões. Se for verdade, está acima da maioria de seus rivais. A receita do LinkedIn deve saltar de 75 para 100 milhões de dólares este ano.

Se a Microsoft comandasse o MySpace ou o Facebook, apagaria muito do brilho que torna os sites populares entre os jovens. Mas haveria bem menos problemas caso comprasse o LinkedIn, o que não conflitaria com outros serviços da Microsoft – principalmente o Windows Live Spaces, que têm 8,3% do mercado de redes sociais, contra 8,5% do Facebook, segundo a Nielsen Online.
Pontos negativos: O Chief Executive Officer do LinkedIn, Dan Nye, já afimou que a empresa não está interessada em ser adquirida. Ao invés disso, quer promover um IPO (oferta pública inicial) em 2009.

Potencial de preço: Nye afirmou, no ano passado, que o LinkedIn vale “muito mais” que 1 bilhão de dólares. Se a Microsoft pagou 240 milhões de dólares por 1,6% do Facebook, então 1 bilhão de dólares por todo o LinkedIn parece uma oferta razoável – já que, segundo estatísticas divulgadas no segundo semestre de 2007, esta rede cresce mais rápido que o Facebook.

3. ValueClick
Uma das grandes necessidades da Microsoft – além das buscas – é impulsinar seus anúncios online. A ValueClick é a quinta maior provedora de anúncios no formato banner nos Estados Unidos, segundo a comScore. Sua receita alcançou os 645,6 milhões de dólares no ano passado, mais que 14 vezes a mais que os 44,9 milhões conseguidos em 2001, segundo o Morningstar.com.

Outro bom motivo é que as ações da ValueClick oferecem melhor relação entre o preço das ações e retorno que elas dão aos investidores do que as do Yahoo.

Pontos negativos: A reputação da ValueClick está abalada. Em março, a empresa pagou 2,9 milhões de dólares para amenizar uma reclamação da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, que alegava que a empresa enviava anúncios em spams, além de ter falhado em proteger as informações financeiras de seus usuários. No mesmo mês, perdeu um cliente precioso, o eBay.

Potencial de preço: A Microsoft poderia pagar o dobro do valor das ações da ValueClick, oferecendo 4 bilhões de dólares, e ainda teria um acordo melhor – matematicamente falando – que o acordo com o Yahoo ou que os 6 bilhões de dólares investidos na aQuantive no ano passado.

Se a ValueClick não topar ser adquirida, a Microsoft pode apelar para a Specific Media, que tem valor maior que a ValueClick, de acordo com a comScore. A empresa recebeu 100 milhões de dólares em aporte de empresas de venture capital em 2007. Seria uma boa saída em meio aos temores de recessão na economia dos Estados Unidos.

Fonte: IDGnow

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