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Holandesa Nimbuzz lança serviço de integração de comunicadores de voz e texto pela internet

A holandesa Nimbuzz lançou hoje no Brasil o seu serviço de comunicação de voz e texto pela internet. A plataforma é gratuita e pode ser utilizado inclusive em celulares, permitindo fazer chamadas de voz, trocar arquivos e usar serviços de mensagens eletrônicas.

Criado há dois anos e fortalecido com aportes de capital dos investidores Mangrove (investidores do Skype), Naspers (dona de 30% da Abril) e Holtzbrinck, o serviço da Nimbuzz já estava disponível no país, desde que acessada a página em inglês. Atualmente, há cerca de 30 mil usuários cadastrados no Brasil, marca que a empresa espera elevar para entre 500 mil e 1 milhão até o fim do ano.

“Ainda não devemos gerar receita. Queremos começar formando nossa base de clientes para depois criar um modelo para gerar receita”, disse o diretor geral da empresa no país, Carlos Medina. “Mas o modelo não deve sair do normal, com venda de publicidade, acordos de compartilhamento de receita. A única coisa que não teremos é cobrança de assinatura”, acrescentou.

De acordo com ele, o Nimbuzz integra funcionalidades de programas de voz sobre internet (VOIP), como o Skype, além de permitir o acesso consolidado a mensageiros como o MSN Messenger ou Google Talk e redes sociais como o Facebook e o MySpace. Ele pode, ainda, ser instalado diretamente no celular ou computador, ou acessado remotamente pela internet. Atualmente, o programa está configurado para funcionar em 500 celulares. “Não sabemos exatamente o quanto dos aparelhos disponíveis no Brasil estão entre os compatíveis, mas um bom chute seria algo perto de 80%”, diz Medina.

O executivo acredita que a previsão de aumento no número de usuários cadastrados para o país é bem factível. Segundo ele, é preciso levar em conta que esses 30 mil – entre 600 mil e 700 mil em todo o mundo – se cadastraram por conta do boca-a-boca, já que a empresa nunca havia divulgado sua existência até um anúncio feito na semana passada em Londres e o de hoje, em São Paulo.

Segundo Medina, para viabilizar o aumento no número de usuários, a empresa vai começar a anunciar seus serviços em meios compatíveis, como internet e celulares. A partir daí, começarão os testes com a venda de anúncios e será intensificada a conversa com possíveis parceiras – como operadoras de celulares e fornecedoras de conteúdo. O objetivo da Nimbuzz é atingir o ponto de equilíbrio financeiro (breakeven) já em 2010. “A receita deve começar a vir em 2009, a partir do segundo semestre. Em 2010 com certeza já devemos chegar ao breakeven ou mesmo gerar algum lucro”, afirma Medina.

A parceria com as operadoras, diz, é uma das possibilidades mais interessantes para a geração de receita compartilhada na opinião da empresa. A Nimbuzz, inclusive, já está negociando com uma operadora britânica, embora não divulgue qual.

Para Medina, o fato de o serviço do Nimbuzz servir como concorrência às operadoras no tráfego de voz, a parceria com sua companhia é atraente mesmo assim pois ajuda a impulsionar o tráfego de dados, mais rentável que o de voz. “A tendência é que as pessoas deixem de pagar por serviços de voz e comecem a gastar mais com dados”, diz. “E seremos um facilitador para que as operadoras captem mais clientes de dados”, acrescenta.

Embora tenha sido anunciado como um serviço totalmente gratuito, ainda há situações em que o Nimbuzz é pago para o usuário. É o caso de uma ligação feita através de celulares sem o sistema operacional Simbia, presente em apenas parte dos aparelhos. A tecnologia do programa exige que um celular desses com o Nimbuzz acesse uma rede VOIP, por meio de um telefone local, para se comunicar com outra pessoa usando o serviço de voz. Para qualquer outro tipo de atividade (troca de mensagem de textos, mensagens instantâneas e envio de gravações de voz), o serviço é gratuito. Assim, um usuário que queira falar com outra pessoa através de seu celular sem o sistema Simbia, terá de pagar uma ligação local para se conectar a uma rede VOIP.

“Mas já estamos trabalhando para adaptar o programa para que mesmo isso possa ser feito sem a ligação local”, diz Medina. Uma vez resolvido esse problema, toda a comunicação suportada pelo Nimbuzz será gratuita – embora seja necessária a contratação de um plano de dados para o celular.

A tecnologia que permitirá isso, diz o executivo, está sendo desenvolvida pelo centro de pesquisa que a empresa mantém em Córdoba, na Argentina, e que foi inaugurado em janeiro deste ano. Nesse local, 30 funcionários da companhia desenvolvem novas aplicações para o programa, assim como resolvem problemas de compatibilidade com celulares e corrigem falhas no programa.

Fonte: Valor Online

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