Controle do Playstation 3 ganha teclado Wireless

Como todos sabem, hoje em dia, os novos consoles já não podem ser considerados unicamente como um mero vídeo-game. E para isso, o DualShock 3 ganha um belo acessório para facilitar a comunicação, navegação e digitação de textos no console.

O teclado wireless é simplesmente plugado na parte detrás do joystick, e já estará pronto para o uso.

Além disso, este teclado acompanha uma área que funciona como touchpad, para futuras aplicações em jogos e aplicativos.

O teclado será comercializado em 8 diferentes configurações para suportar diversas línguas e padrões. Só não sabemos dizer se o padrão ABNT 2 está incluso nesta lista.

No videogame, Jogos Olímpicos de Pequim passam longe do pódio

Poucas combinações são mais fáceis de dar certo do que a união de esporte e videogame. Basta ver o número de títulos de games de sucesso inspirados em esportes, como as séries “Winning Eleven”, “Fifa”, “Top Spin”, “Virtua Tennis” e “Tony Hawk”, só para dar alguns exemplos.

A conversão do “jogo” físico para o “jogo” eletrônico precisa de menos artifícios de narração do que, por exemplo, um game de tiro. Não é preciso inventar uma pontuação: ela já existe. Gol é gol, cesta é cesta, e quem passa antes na linha de chegada sobe no pódio. A maioria dos “atletas do joystick” já conhece as regras, basta entender os comandos.

Ainda assim, partindo com tantas vantagens, a versão eletrônica do maior evento esportivo do mundo consegue decepcionar o jogador.

Produzido pela Sega, “Beijing 2008″ (disponível para PC, Xbox 360 e PlayStation 3) tenta ser o mais completo simulador de esportes olímpicos já feito: o jogador pode competir em 38 eventos, de modalidades como atletismo, ginástica, tiro, natação, saltos ornamentais, levantamento de peso, tênis de mesa, ciclismo e judô, entre outros. É um cardápio extenso, mas nenhum prato é bem feito.

Graficamente, é bom dizer, o game está perfeito. A reprodução dos cenários é bem cuidada, e os movimentos dos atletas dão a impressão de se estar vendo uma prova de verdade. Mas isso é fácil com a tecnologia de hoje em dia, levando em conta o poder de processamento dos sistemas Xbox 360 e PlayStation 3, e das placas de vídeo mais recentes disponíveis para computador.

Hoje, o verdadeiro desafio é a jogabilidade. E é nesse ponto que “Beijing 2008″ fracassa. Em primeiro lugar porque cada modalidade exige que o jogador aprenda uma seqüência de comandos – que, na maioria das vezes, não faz sentido algum. Aliás, é praticamente inaceitável que um game moderno obrigue o jogador a assistir seqüências intermináveis de instruções. Títulos como “Gears of war” e “Grand theft auto IV” já mostraram que é possível ensinar os comandos durante o jogo, transformando o chamado “tutorial” em uma parte natural da narrativa.

Em segundo lugar, quase todos os eventos esportivos exigem comandos repetitivos, que lembram o velho “Decathlon”, do Atari. Aliás, se é para ficar apenas apertando um botão ou mais, ou jogando a alavanca de comando para a esquerda e para a direita, prefiro ressuscitar o velho joystick do Atari, mais resistente do que os controles dos sistemas de última geração.

Há, é claro, alguns pequenos pontos que merecem elogios. O sistema de partida nas provas de corrida, por exemplo, é inovador, e reproduz muito bem a tensão dos atletas enquanto aguardam o tiro de largada. É preciso segurar o gatilho e encher uma “barra” de energia, mas não antes de o juiz dar o tiro. Funciona muito bem. O judô e os saltos ornamentais são razoavelmente divertidos, apesar de os comandos não fazerem muito sentido – é preciso sempre aturar a tela de instruções para cada modalidade…

Quem quiser sentir como é o jogo oficial, pode visitar o site das Olimpíadas, que oferece uma versão em Flash com a reprodução de três modalidades presentes no game completo: tiro com arco, levantamento de peso e saltos ornamentais.

Criador de Gears reclama de controles com muitos botões

Durante um bate-papo realizado com o site Computer and Videogames, o produtor Cliff Bleszinski – responsável pela série Gears of War – desabafou a respeito de um de seus maiores inimigos no mundo dos games: os controles. Segundo Cliff, os modelos atuais se parecem com naves alienígenas, e não joysticks.

“Eu espero que, se haja mesmo um novo Xbox, ele traga um controle com menos botões” afirmou, em tom de brincadeira, para em seguida criticar a quantidade exagerada de comandos presentes no atual modelo que acompanha o Xbox 360. De acordo com o produtor, existem muitas maneiras de proporcionar uma interação com o jogador – uma câmera e um controle sensível a movimentos são dois exemplos que bombarão no futuro.

O executivo aproveitou a ocasião para citar um protótipo inusitado: um controle que, acoplado a uma câmera, consegue mapear o ambiente ao redor do jogador e até mesmo os movimentos de seus dedos.

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