Take-Two considera insuficiente a proposta de US$ 2 bilhões.
Negociações entre as empresas se arrastam desde dezembro de 2007.

A produtora de games Electronic Arts anunciou que vai permitir que sua oferta de US$ 2 bilhões pela aquisição da Take-Two Interactive Software, uma rival de menor porte, expire, na segunda-feira (18), alegando que não acredita que seja possível concluir um negócio antes da temporada de compras natalinas.
A notícia levou as ações da Take-Two a uma queda de 5%, ainda que a EA tenha afirmado que as empresas continuam conversando sobre um possível acordo, depois de reuniões entre o presidente-executivo da EA, John Riccitiello, e o presidente do conselho da Take-Two, Strauss Zelnick, no final de semana.
Sem chance de adicionar ”Grand theft auto” (GTA), grande sucesso da linha de jogos da Take-Two, ao seu catálogo antes do final do terceiro trimestre, a EA anunciou que reconsideraria sua oferta de US$ 25,74 por ação.
“O valor de US$ 25,74 estava vinculado à distribuição dos produtos deles durante a temporada de festas”, disse Jeff Brown, porta-voz da EA. “Para o futuro, validar um preço como esses US$ 25,74 se provará mais difícil.”
A EA, que distribui títulos de sucesso como “Madden” e “Need for speed”, começou a tentar um acordo de aquisição da Take-Two em negociações fechadas, em dezembro. Em fevereiro, anunciou uma oferta não solicitada de US$ 26 por ação, reduzida a US$ 25,74 em abril porque a Take-Two emitiu ações adicionais.
A Take-Two classificou a proposta como insuficiente, mas se declarou aberta a ofertas da EA ou de qualquer outra empresa.
Os executivos da Take-Two farão uma apresentação à EA sobre seus planos de lançamentos para os próximos três anos e sobre as projeções financeiras da empresa, informou Zelnick em carta a Riccitiello, no domingo (17).
“A apresentação incluirá também informações sobre fatores subjacentes que propelem nosso forte desempenho financeiro e operacional. Acredito que nossa apresentação permitirá que vocês compreendam melhor o valor de nossa companhia para a EA”, afirmou Zelnick na carta.
Após a EA ter recentemente lançado títulos que consomem grandes recursos de sistema, como o jogo Crysis, correm rumores que a empresa irá começar a vender computadores que suportem estes jogos, consoante o grau de exigência do utilizador no que toca à qualidade do jogo.
A Electronic Arts ainda não reagiu aos rumores, apesar de já haverem previsões quanto ao preço destes novos computadores, que apontam para valores entre os 600 e 800 dólares (385 e 515 €).

EA Games

A empresa de videogames Electronic Arts divulgou um prejuízo trimestral maior que o esperado nesta terça-feira (29), o que levou suas ações a uma queda de quase 3%.
A perda líquida foi de US$ 95 milhões, ou US$ 0,30 por ação, comparada com um prejuízo de US$ 132 milhões, ou US$ 0,42 por ação, no mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço da companhia.
A empresa informou que seu prejuízo ajustado foi de US$ 0,42 por ação, enquanto a expectativa dos analistas era de US$ 0,35, segundo a Reuters Estimates.
A receita líquida da empresa subiu para US$ 804 milhões, ante os US$ 395 milhões faturados um ano antes.
Os papéis da Electronic Arts sofreram queda de 2,7% no mercado after-hours, para US$ 46,10, depois de fecharem a US$ 47,40.

No mesmo dia em que foi lançado oficialmente o editor de criaturas, a EA Brasil anunciou que começou a oferecer através de algumas lojas online a pré-venda no país da edição limitada Spore: Galáctica, com previsão de lançamento junto com o game padrão para o dia 5 de setembro. A edição especial para colecionadores incluir uma caixa diferenciada, DVD extra com vídeo de “Making of”, manual Premium com 100 páginas coloridas, pôster no tamanho A3, livro com artes do game, e ainda um cartão de fidelidade do Spore.

Uma das grandes distribuidoras comunicou o abandono do desenvolvimento de jogos para PC da sua divisão “Sports” para se concentrar no mercado dos consoles. Não se perde muito, na verdade, apesar de que isso deverá servir de alerta para o mercado de jogos para PC.
Peter Moore, ex presidente da SEGA na América e ex vice-presidente da divisão de entretenimento da Microsoft confirmou e detalhou os motivos que levaram a E.A Sport a paralisar a criação de seus jogos para o mercado do PC.
O atual presidente da companhia que já havia anunciado no início do ano que alguns dos seus simuladores desportivos não chegariam ao computador, apontou váris motivos para esta decisão.
Entre eles, a migração dos jogadores para os consoles, o fraco retorno financeiro dos jogos para PC cujo desenvolvimento é mais caro do que a receita que eles geram, a evolução da distribuição para o download online substituindo o clássico box e como não, o previdente argumento da pirataria dos jogos PC como se os títulos para console que andam por aí fossem todos originais.
O presidente da E.A Sport não fez nenhum comentário sobre a notória perda de qualidade e falta de inovação dos seus simuladores (FIFA, NASCAR, Madden…) ou da estratégia de mercado de alguns fabricantes de hardware, especialmente de chips gráficos, que tem algumas placas gráficas topo de linha custando mais do que um console.
Se para rodar decentemente os novos jogos para PC é preciso atualizar quase que constantemente placa de vídeo, processador, memória, etc…é mais lógico que os jogadores tendam a utilizar consoles para jogos.
Felizmente ainda existe uma legião de jogadores de PC que apostam no teclado e no mouse e companhias como Valve, Blizzard, iD, Rockstar, ou a própria E.A, que ainda desenvolvem grandes jogos. O jogo no PC não está morto, nós não o matamos.